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15 Apr 2019

                                      EDINHO E OSVALDO - OS NOMES DO JOGO. (Foto Divulgação)

 

VITÓRIA CONSTRUÍDA NO PEITO E NA RAÇA!

 

Uma vitória construída no peito e na raça, igual a tantas que têm ocorrido nesses cem anos de existência do Fortaleza em que, por tradição, o time costuma se   agigantar, especialmente nos momentos de dificuldades.

 

Um gigante adormecido que acorda no momento exato em que muitos não acreditavam no seu potencial e na sua capacidade de reação diante dos desafios. Esse é o Fortaleza que nos ufana e que enche o nosso peito de orgulho. O Ceará pode até ser campeão, mas não com a facilidade que apregoavam.

 

Foi um jogo em que os dois treinadores optaram por modelos táticos diferentes, a começar pelo Rogério, que entrou com quatro atacantes, mantendo a coerência, quando a maioria dos analistas não acreditavam que isso pudesse acontecer. Essa possível ousadia do Ceni era rotulada como suicídio.

 

E não podemos criticar os que defendiam essa teoria, porque o que tínhamos de um lado era um time invicto, com um ataque arrasador no campeonato e que, no ano em curso esbanjava superioridade, apresentando campanhas superiores às do Fortaleza.

 

Saiu da Copa do Nordeste exibindo a melhor campanha e no Cearense bisava a performance estando, inclusive, invicto.  Não estamos fazendo apologia ao Time de Porangabuçu, mas apenas evidenciando a sua reconhecida e decantada capacidade técnica, que nos dar a dimensão do tamanho do desafio do Tricolor.

 

O nosso rival foi surpreendido com a coragem do Rogério Ceni, que pode ser confundida com ousadia, mas que foi um ato de intrepidez, vez que diante de um adversário dos mais qualificados não teve medo de ir para cima e de buscar os gols de que tanto necessitava.  

 

Como dissemos as estratégias dos dois treinadores eram completamente diferentes, diria que opostas. O Ceará, mesmo com toda essa carta de apresentação, optou por esperar o Fortaleza no seu campo, para então partir nos contra-ataques, enquanto o Fortaleza, até por necessidade, escolheu agredir o oponente.

 

O jogo continuava muito equilibrado, mas o Fortaleza detinha um pequeno domínio territorial até que,   numa jogada individual do Osvaldo pela esquerda, aos 46 minutos,  a bola foi cruzada rasteira para a antecipação do pequeno Edinho que, chegando primeiro do que os grandalhões da defesa a desviou com categoria para o fundo do gol.

 

O equilíbrio continuou até o momento em que, pela esquerda e da entrada da área, o Edinho arriscou, chutando com categoria uma bola que desviou num defensor  e foi morrer no barbante, encobrindo o goleiro que, estático, nada pode fazer. Estava consignado o placar de 2 x 0 que daria cifras finais ao jogo.

 

No segundo tempo, como era de se esperar o Ceará entrou mais ofensivo, na tentativa de diminuir a diferença, e ainda contou com uma falha lamentável do árbitro que, numa falta em que não pontilhou a violência, de forma tempestiva expulsou o Junior Santos, que se cochou com o Juninho e,  infelizmente o atleta do Ceará sofreu um corte no rosto.

 

Foi um lance não intencional, nos moldes do que acontecera no primeiro tempo envolvendo o jogador Leandro Carvalho, que me parece ter usado mais a força do que o Júnior, porém não foi expulso, irritando a torcida tricolor, diante da atitude do árbitro de usar de dois pesos e duas medias.

 

Não fora isso o jogo teria sido tranquilo, posto que os dois times estavam mais preocupados em jogar bola, colaborando com a arbitragem, que não enfrentou dificuldades que justificassem os seus erros.

 

Nesses 35 minutos, até a expulsão do jogador Carleto que, de forma infantil levou dois cartões amarelos, o Fortaleza sofreu grande pressão, embora o Ceará, a rigor tenha criado apenas três oportunidades reais de alterar o marcador.

 

O Fortaleza manteve o placar graças à grande atuação do Felipe Alves, ao bom desempenho da defesa, a melhor da competição,  e a imperícia dos adversários, haja vista que na cara do gol o Samuel Xavier perdeu um gol que “até a minha avó faria”, como se diz no futebolês.

 

No finalzinho, quando os dois clubes já estavam com dez atletas o Fortaleza perdeu duas oportunidades para ampliar o marcador. Naquele momento estava mais perto do terceiro gol do que o adversário de diminuir o marcador, embora este ainda tenha pressionado, nos momentos finais, por meio de três corners consecutivos.

 

Grande vitória, sobre um grande adversário. Agora vamos para a segunda partida com a mesma determinação e o mesmo respeito pelo oponente,  embora imbuído do  propósito de continuar dando as cartas.

 

Por hoje c’est fini.

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.