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HOMENAGEM A DOIS GRANDES ARTILHEIROS – GARALDINO SARAVÁ E CROINHA.

20 Apr 2019

HOMENAGEM A DOIS GRANDES ARTILHEIROS – GARALDINO SARAVÁ E CROINHA.

 

Homenageamos neste ensejo os nossos artilheiros Geraldino e Croinha. Reza a lenda que o Moésio Gomes foi observar o artilheiro do campeonato maranhense, assistindo um dos jogos da decisão e também aos treinamentos do Maranhão Atlético Club, o MAC e se encantou com o Croinha.

 

Surpreendeu a todos, quando se decidiu por trazer, ao invés do artilheiro do maranhense, o seu reserva, todo desengonçado, mas aprovado pelo seu olho clínico. O reserva era simplesmente o Croinha, que se transformaria num dos maiores artilheiros do Fortaleza em todos os tempos.

 

Recentemente o historiador David Barbosa concluiu uma pesquisa que coloca o Geraldino Saravá como o maior artilheiro do Fortaleza, com 154 gols marcados, nos períodos de 1972 a 1978 e de 1981 a 1982.

 

                           Cassiano (Filho do Geraldino) - Advíncula Nobre - Geraldino Saravá.

 

José Geraldo Olímpio de Souza, o Geraldino Saravá, nasceu em  Ipaumirim, tem 69 anos e reside em Juazeiro do Norte. Em sua carreira, destacou-se no Fortaleza e no Icasa, clubes nos quais se transformou em grande ídolo.

 

O Geraldino é o maior artilheiro do Castelão com 98, e do Romeirão, 72 gols. Foi artilheiro do Cearense de 1976 com 26 gols e ao que consta marcou, durante a sua carreira 810 gols. Pelo Fortaleza conquistou os títulos do Campeonato Cearense de 1973, 1974 e 1982.

 

De acordo com a pesquisa o primeiro gol do Geraldino pelo Fortaleza foi marcado no dia 17 de setembro de 1972, em partida válida pela Série B, cujo placar foi Moto Club (MA) 0 a 3 Fortaleza.

 

O último gol, ainda consoante o historiador, foi assinalado no dia 10 de fevereiro de 1981, no amistoso Seleção de Aracati 2 a 3 Fortaleza. Nesse jogo assinalou 2 gols.

 

O que fica aberto e, no meu ponto de vista carece de mais pesquisas, diz respeito ao ano de 1982. Ora, se o Geraldino marcou o seu último gol em 1981 então em 1982 passou em branco? Difícil de acontecer com um artilheiro nato.

 

 

Os dados acerca do jogador Edson José de Sousa, o Croinha, não são muito pródigos. Foi revelado pelo Yolanda, da Segunda Divisão de Pernambuco e contratado pelo Maranhão em 1961, ficando até 1964. Foi contratado pelo Fortaleza em 1965, atuando até 1972.

 

O Croinha marcou 138 gols com a camisa tricolor, consoante levantamento do historiador, já citado, David Barbosa. Lembramos que essa pesquisa ainda não foi chancelada pelo Fortaleza, não sendo, pois, oficial.  

 

Edson José de Souza, mais conhecido como Croinha, nasceu em Recife no dia 21 de agosto de 1940. Iniciou a sua carreira jogando futebol pelo conjunto do Yolanda, da Segunda Divisão do futebol pernambucano. Foi nessa equipe que o   Diretor de Futebol do MAC, Carlos Guterres, o descobriu em 1961.

 

O citado diretor, consoante o site Futebol Maranhense, no qual baseamos as nossas pesquisas, havia ido para Recife à cata de novo jogadores, atendendo a um pedido do treinador Ênio Silva e, quase sem querer descobriu essa joia rara.

 

Sinto-me privilegiado por ter visto os nossos dois principais artilheiros atuarem, os quais tinham em comum o faro de gol e a pouca habilidade com a bola, embora o Geraldino tivesse um pouquinho mais de intimidade.

 

O Croinha tinha apenas 1,78m de altura, sendo relativamente baixo para os padrões atuais, e a título de informação, principalmente para os que não o viram jogar, era muito semelhante  no trato com a bola, ao Dario Peito de Aço, ou Dadá Maravilha, ídolo do Atlético Mineiro e tricampeão mundial em 1970. O Croinha, assim como o Dario, fazia gol até de canela.

 

 

Estou homenageando os nossos dois principais artilheiros e evidentemente que existem outros dignos do nosso reconhecimento, antes de um Clássico-Rei, por uma espécie de “premonição”, pois acho que no domingo vai ser o jogo da vida do Wellington Paulista. Oxalá eu não esteja errado!

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.