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CONTRA IMAGENS NÃO HÁ ARGUMENTOS

 O árbitro poderia até escolher o pênalti que queria marcar - Foto Vitor Silva - Divulgação

 

CONTRA IMAGENS NÃO HÁ ARGUMENTOS

 

Para muitos fica difícil aceitar o VAR, em que pese o do futebol brasileiro está apenas engatinhando e nem começou a ensaiar os primeiros passos, isto porque a sua função está sendo tolhida. Serve apenas para consulta do árbitro que, infelizmente continua soberano como se fora um semideus.

 

Marcou está marcado. É a palavra do rei, que na Era Medieval não voltava atrás. O árbitro mal-intencionado ou incompetente, mesmo o VAR apontando o contrário da sua marcação, ou o desfecho correto do lance, permanece com poderes plenipotenciários para aceitar ou não a sua recomendação,  e assim caminha o nosso futebol, retrato do nosso país.

 

O Brasil tem a bagatela de 181 mil leis, algumas das quais sem o menor sentido, ou que já caducaram, mas que continuam em vigor. Existe lei em vigor desde o início do século passado, que não mais se enquadra no modus vivendi dos tempos modernos.

 

Com todo esse portfólio de leis o Brasil continua sendo o país da impunidade, em que o ladrão de galinha fica mofando na cadeia, mas o corrupto, que roubou milhões ou bilhões da Nação, vai para prisão domiciliar e pasmem!  E sem devolver o produto do roubo.

 

A conclusão inevitável a que chegamos é a de que as nossas leis e a nossa Justiça protegem os poderosos, aliás está no momento sendo muito bem representada por alguns membros do Supremo, que já cercearam até a liberdade de imprensa. Coisas do autoritarismo? Não. Coisas da democracia brasileira.

 

Voltando para a nossa norma do futebol, a   do VAR, defendo a premissa de que todos nós devemos lutar pelo seu aprimoramento, ao invés de sermos seus opositores. Nos outros esportes a imagem fala mais alto do que a retina humana e nem por isso os árbitros perderam a autoridade.

 

Ficar defendendo a premissa de que se a imagem do VAR for soberana o árbitro vira “marionete” me parece uma sandice. No mundo inteiro a imagem é conclusiva e   por que somente no Brasil o árbitro viraria fantoche?

 

Temos que lutar, nós que gostamos do futebol, para que doravante os resultados de uma partida espelhem a verdade cristalina e irrefutável do que aconteceu em campo. Temos que dizer não à “Lei de Gerson”.

 

Estamos enfastiados e revoltados  de vermos erros de arbitragem pôr por água abaixo trabalhos feitos com muita dedicação e abnegação e não raro, apenas por paixão e sem o devido retorno financeiro.  Temos que lutar para que o Brasil, em todas as suas estâncias, dê certo e não estamos tratando de ideologia política.

 

O Brasil para dar certo precisa caminhar na Saúde, Educação, Segurança e por que não no futebol? No último ranking divulgado pelo PISA, sigla em inglês que significa Programa   Internacional de Avaliação da Educação,    relativo ao ano de 2015,  o Brasil foi superado pela Colômbia, 57º lugar, enquanto ficamos na 63ª posição.

 

Esse é o Brasil que não queremos. Será que um dia nos igualaremos à Finlândia, a primeira do ranking, ou à Suécia? Vamos torcer para que isso venha a acontecer, não apenas na Educação, mas em todos os setores ligados ao Bem Comum.

 

Para que isso aconteça temos que dar o primeiro passo e a minha luta começa pelo VAR, para que não seja desmoralizado como   a maioria das quase 200 mil leis do país. Defendo a premissa, parafraseando o ditado popular, por sinal taxativo,  que “contra   imagens não há argumentos”.

 

Abaixo o árbitro plenipotenciário e viva o VAR!

 

Por hoje c’est fini.

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.