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NÃO JOGUEMOS PÉROLAS AOS PORCOS!

30 Aug 2019

                                                          FABIÁN ZAMBRANO - MEIA

 

 

NÃO JOGUEMOS PÉROLAS AOS PORCOS!

 

 

 

O assunto recorrente no momento, que determinados segmentos da imprensa adoram publicar, que causam muitas polêmicas e, não raro, muitas discussões, diz respeito às cortesias emitidas pelo Fortaleza e pelo Ceará nos jogos em que são mandantes na Série A.

 

Frisamos, por uma questão de justiça e por ser oportuno, que todos os clubes brasileiros e ao redor do mundo agraciam as pessoas com as quais têm ligações mais estreitas com cortesias, de modo que não estamos diante de um fato inusitado, de um disparate ou de um bicho de sete cabeças.

 

As reportagens acentuam que Fortaleza e Ceará juntos distribuíram 34.000 cortesias  nos seus prélios enquanto mandantes,   gerando uma média de 2.100 cortesias por partida, para cada clube.

 

Acontece que essa distribuição de cortesias está rigorosamente dentro da normalidade, até porque se os dois clubes pudessem evitar essa cedência, certamente obteriam um lucro maior nos jogos em que são mandantes não renunciando, pois,  a um lucro líquido e certo.

 

Ora, os dois clubes são parceiros do Governo do Estado, por quem são patrocinados, afora terem firmado com o mesmo um contrato de parceria para administração conjunta da nossa principal praça de esportes.

 

Contam ainda com o apoio de  patrocinadores, nos quais se incluem a Prefeitura e empresa privadas, que contribuem, ao lado de outras rendas, para que honrem as despesas mensais, resultando em equilíbrio financeiro.

 

Afora isso, as cortesias são destinadas aos setores de segurança, imprensa, setoristas, jogadores não relacionados, CBF, FCF, diretorias dos clubes adversários, na chamada reciprocidade, funcionários, enfim, se esse número for divido pelas instituições agraciadas, resultam numa quantidade per-capta relativamente pequena.  

 

Não há, portanto, como fazer dessa prática normalíssima no futebol um “cavalo de batalha”, como se essa conduta fosse antiética ou inapropriada, ou até redundasse em prejuízo para os clubes, visto que, nesse caso, as  diretorias seriam as primeiras a evita-la se, obviamente pudessem.

 

A exploração em temos de notícia dessa prática corriqueira no futebol, como se fosse, de certa forma imoral, ou como se as diretorias dos dois clubes estivessem praticando atos condenáveis, como desídia nos seus atos administrativos, no meu ponto de vista tem uma certa conotação sensacionalista, que me parece reprovável.

 

O Fortaleza anunciou a contratação de mais um meia, o colombiano Fabián Zambrano, de 23 anos, egresso do Bogotá FC, da Colômbia, a princípio para a disputa da Fares Lopes, competição que pode lhe proporcionar um bom período de adaptação.

 

Necessário dizer-se que os clubes de futebol, costumam contratar jogadores, como se fora um investimento, já que não gosto do vocábulo “aposta”, visando a obtenção de lucro técnico e financeiro, de forma mais rápida, ou menos demorado do que o retorno proporcionado pelas Categorias de Base, ressaltando-se que uma coisa não anula a outra.

 

Alguns desses jogadores correspondem às expectativas, gerando retorno imediato,    sendo agregados ao time principal, ou até mesmo negociados. Esse é um investimento que se assemelha aos feitos nas bolsas de valores, em que o investidor pode ganhar muito dinheiro ou até mesmo ter prejuízo e faz parte do “negócio futebol”.

 

Outros ao término do contrato, por não produzirem o esperado são dispensados para buscarem outras oportunidades e assim caminha a humanidade, pois é assim que as coisas acontecem no mundo do futebol.  

 

Não é demais lembrar que investimentos sem retornos  ocorrem até nas categorias de base, posto que estas divisões   iniciam os seus trabalhos com mais de uma centena de jovens, geralmente desde os 11 anos,  e se o clube souber prospectar e tiver muita  sorte revelará, no máximo, dois bons valores.

 

Essa luta constante dos clubes na tentativa de descobrir e revelar bons valores assemelha-se a quem garimpa,  posto que   as rochas que são extraídas das profundezas da terra,   têm em torno de  99% de cascalho e apenas 1% de ouro e por causa disso há que deixar de garimpar?

 

Vamos ficar na torcida para que o Zambrano  venha para   agregar rendimentos para o investimento tricolor em toda a sua plenitude, ressalvando que só podemos emitir uma opinião abalizada acerca das suas qualidades a partir do momento em que comece a atuar.

 

Qualquer crítica ao jogador antes disso, por melhor que sejam as intenções, parece-me uma precipitação. Vamos dar tempo ao tempo e como tricolores temos que fazer figa   para que a garimpagem resulte numa pepita de ouro. Criticando antes e de forma não criteriosa correremos o risco de estarmos jogando “pérolas aos porcos”.

 

Por hoje c’est fini.  

 

 

 

 

 

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.