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O FORTALEZA PERDEU PARA SI PRÓPRIO!

9 Sep 2019

 

 

O FORTALEZA PERDEU PARA SI PRÓPRIO!

 

Nas minhas mal traçadas linhas de sábado eu recomendava cuidado isto porque, não raro, as surpresas desagradáveis costumam ocorrer no futebol. Lembro na Série C e não tenho o menor constrangimento de falar dela porque foi uma etapa vencida que nos serviu de aprendizado, o Fortaleza foi derrotado pelo Remo, que atravessava uma crise gigantesca e se encontrava no Z-4.

 

Falei insistentemente da cautela e do caldo de galinha, antevendo um jogo difícil e também por ter assistido o embate em que o Fluminense perdeu para o Avaí por 1 x 0, dentro de casa, um castigo, pois  teve maior volume, mas que não foi bafejado pela sorte.  

 

 

O Fortaleza neste sábado também perdeu pela combinação de vários fatores e ainda por cima o nome do jogo foi o Muriel,  goleiro do adversário.

 

Dentre esses fatores que concorreram para a nossa derrota podemos enumerar: O Zé Ricardo ainda não conhecer bem o elenco; é voz corrente que a decisão de optar por três volantes não foi das melhores, embora eu avalie que não foi apenas por isso, mas que teve um peso significativo no resultado final.

 

Saliente-se que    quando um time perde seis oportunidades a sensação que ficou é a de que parece ter faltado um pouquinho mais de capricho nas finalizações. Em duas delas o Wellington   Paulista teve tudo para escolher o canto, mas chutou uma e cabeceou outra em cima do goleiro, que saiu consagrado.

 

Para completar o quadro dos erros que contribuíram para a derrota, no momento em que o Fortaleza retomava o domínio do jogo o Felipe errou um passe e, no contra-ataque rápido  a bola foi cruzada para a área e o nosso zagueiro furou na tentativa de interceptá-la e o atacante  não perdoou.   

 

Gosto muito do 4-3-3, mas não com 3 volantes, mas não farei uma crítica acintosa e nem vou “jogar pedra na Geni”, conforme nos diz o refrão da música do Chico Buarque, de quem gosto como compositor, mas não como cidadão, mas isso não vem ao caso.

 

O certo é que o meio-campo sentiu a ausência de um meia que articulasse mais as jogadas ofensivas, que tivesse um trato melhor com a bola, desses que lançam no “ponto futuro” e deixam os atacantes na cara do gol. Pode ser que o Vasquez nem seja esse meia, mas tem a vantagem de conhecer o território e de partir para cima.

 

Nesses momentos de dificuldades fica muito fácil esbravejar para todo lado, criticar com veemência e até  chutar o pau da bandeira, até porque, embora eu não concorde com o a totalidade das suas declarações, o Zé Ricardo ao ser questionado explicou a sua a sua formatação tática.

Discordou das críticas relativas à escalação de três volantes, afirmando que o Fortaleza, mesmo atuando com esse meio-campo foi muito criativo no primeiro tempo e que tomou essa decisão para tentar marcar melhor os dois meias do Fluminense.

 

Concordo em parte, isto porque o Fluminense em crise   jogando fora de casa atuou com dois meias. O Tricolor atuando em casa, tendo o apoio da torcida e vindo numa   crescente jogou com três volantes, sistema que só foi melhor quando o Juninho estava em campo.

 

É voz corrente que deveria ter saído um volante menos criativo, a não ser que o Juninho estivesse com algum problema. Avaliei também que algumas substituições poderiam ter sido feitas logo no intervalo, principalmente para dar mais velocidade ao ataque.

 

O time não criou tanto quanto nas outras partidas e nem foi eficiente como no segundo tempo contra o Santos, mas assim mesmo criou e desperdiçou em profusão  grandes oportunidades que,  se convertidas, pelo menos e um terço, mudariam o resultado da partida e por isso foi punido.

 

Vamos, no entanto, dar um desconto, vez que a vida de treinador é difícil, não sendo demais lembrar que   o   Ceni antes de se estabelecer foi bastante criticado, especialmente por ter perdido um campeonato para o rival.

 

Afora isso o treinador ao formatar uma equipe para um jogo, ou até mesmo ao fazer uma substituição, imagina uma situação que nem sempre se concretiza por depender de vários fatores, inclusive do desempenho dos jogadores.  

 

No embate contra o Santos, no segundo tempo e contra o Goiás, o time foi muito bem, então vamos ter cautela e apoiar o nosso treinador. “Juntos e unidos somos fortes, somos uma fortaleza e somos Fortaleza”.

 

Por hoje c’est fini.

 

 

 

  

 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.