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O ANTÍDOTO CONTRA O DETERMINISMO É A DETERMINAÇÃO”.

12 Sep 2019

                                                                      FOTO/DIVULGAÇÃO

 

 

“O ANTÍDOTO CONTRA O DETERMINISMO É A DETERMINAÇÃO”.

 

 

Faço parte de cerca de 40 grupos de tricolores no WhatsApp, que avalio    produzam diariamente, no mínimo, dez mil mensagens, ficando humanamente impossível acompanhá-las na sua plenitude e completude.   

 

Temos que filtrá-las, lendo o que é possível. No cômputo geral são mensagens de  otimismo, de realismo, de pessimismo, de  determinismo e, utilizando esse termo recém criado na Língua Portuguesa coloquial, de “cornetagem”.

 

Cornetar, de acordo com o dicionário informal da nossa língua significa “zuar”, ou  criticar aos brados e de forma incessante, os dirigentes, jogadores e, de modo especial, o treinador de futebol. Passou a significar também o modo de criticar de forma contumaz e sistemático.

 

Para os corneteiros de plantão tudo o que for feito,  ou está errado ou não passa de obrigação. Acontece muito com referência às contratações, haja vista que o jogador contratado, por melhor que seja, ainda não agradará aos críticos de plantão, que não estão apenas na torcida, mas também na imprensa.

 

Trouxessem o Leonel Messi no auge da sua carreira e ainda encontrariam defeito.  Não tivessem o que criticar em termos técnicos certamente o criticariam por ser argentino. A “imprensa corneteira”, por sua vez,        desfiando o seu rosário de restrições alegaria não o conhecer. O termo “corneteiro” se origina e tem correlação com o som constante e irritante de uma corneta.

 

Feita essa pequena amostragem do teor das mensagens críticas, analisemos aquelas que encerram uma elevada dose de “determinismo” que, a meu ver, representam o “pessimismo” na sua mais pura essência.

 

Para nos situarmos pesquisei no dicionário, consagrado popularmente como ”Aurélio” e ainda cognominado de “pai dos burros”, o significado de “determinismo” que, mais do que um vocábulo se configura como uma espécie de “filosofia”.

 

Determinismo: “Princípio segundo o qual todo o universo, e até mesmo a vontade humana, está submetido a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza, e o sentimento de liberdade não passa de uma ilusão subjetiva”.

 

Traduzindo em palavras mais simples  “determinismo” significa simplesmente a crença alimentada por algumas pessoas de que “nada pode ser mudado e que tudo é determinado pelo destino, contra o qual nada podemos fazer”.

 

Na Índia o sistema social de castas, profundamente determinista e que é a base da religião hindu, determina que quem nasceu de uma família de garis, será sempre gari,  e jamais poderá galgar uma classe social mais elevada.  Um filho de agricultor, por exemplo, tem que ser eternamente agricultor e jamais poderia ser médico.

 

Fizemos esse preâmbulo para dizer que não entendo o determinismo de grande parte das postagens da nossa torcida, que acredita que o Fortaleza é tecnicamente inferior ao Bahia e que por essa razão já está derrotado antecipadamente. 

 

Essas mensagens pessimistas e deterministas baseiam-se em comentários da imprensa, na última derrota do time, em estatísticas dos confrontos entre as duas equipes, enfim, numa série de parâmetros que funcionam como se fossem imutáveis e irreversíveis.

 

Bem que eu poderia buscar na Bíblia muitos  ensinamentos que me permitissem  contrapor-me à essa ideia derrotista. Irei para o mais simples, vez que  Jesus nos ensinou que “a fé remove montanhas e que se dissermos a monte que se mude de lugar ele se mudará”.

 

Essa mensagem é mais profunda ao passo que nos ensina, nas entrelinhas que “mandar o monte se mover” é uma ação e, portanto,  as coisas mudarão, assim como o monte mudará de lugar.

 

A conclusão a que chegamos é a de que para enfrentarmos o “determinismo” ou a imutabilidade das coisas é necessário termos fé em nós mesmos, fé em Deus e na nossa capacidade de agir e de reagir e, sobretudo,  trabalharmos pela mudança.

 

Quem já viu o Fortaleza sair perdendo em 2010 para o Guarani por 4 x 1 e reagir no segundo tempo, chegando aos 4 x 4 e eliminando o rival no pênaltis para ganhar um turno que foi determinante para a conquista do  “tetracampeonato”, jamais duvidará da capacidade do Fortaleza.

 

Quem já viu o Tricolor sofrer uma virada nos minutos finais de uma decisão com o Ceará, por 2 x 1 e marcar o gol de empate aos 47 minutos do segundo tempo, quando o árbitro já olhava o cronômetro, sagrando-se campeão e mais ainda, evitando um “penta”, que seria legítimo, do rival, não duvida de nada.  

 

O Bahia é forte, mas não é dois   e, conforme demonstramos e até poderíamos escrever um livro sobre a sua capacidade de superação, o Fortaleza nos momentos das maiores dificuldades  costuma vencer e transpor obstáculos tidos como intransponíveis.

 

Então Nação Tricolor, acreditemos nos nossos profissionais, na nossa capacidade de transmontar obstáculos quase intransponíveis e vamos buscar a vitória! Eu acredito! E você por que não?

 

Por hoje c’est fini.     

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.