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QUE O CENI VOLTE COMO VOLTA A PRIMAVERA!

30 Sep 2019

 

 

QUE O CENI VOLTE COMO VOLTA A PRIMAVERA!

 

 

Estamos em meio a uma rodada muito escabrosa, termo pouco usado na língua portuguesa que significa duríssima, como de resto serão todas as etapas vindouras, considerando-se  que o campeonato vai afunilando e a passagem fica cada vez mais difícil. Aquele que conseguir passar pelo se bico que vai se estreitando, ou diminuindo o diâmetro paulatinamente “está eleito”.

 

É evidente que nenhuma rodada se assemelhará a 21ª, que foi como um “tsunami” para alguns técnicos que, por várias circunstâncias, algumas inusitadas,   das quais não somos partidários,  foram  demitidos.

 

Começamos pelo Zé Ricardo, dotado de um bom currículo, haja vista que nos grandes clubes por onde passou teve sempre um bom desempenho: Flamengo, 62,59%; Vasco, 52,67% e Botafogo, 50,41%. No Fortaleza, no entanto, como se diz na linguagem do futebol “não deu liga”. Os nossos agradecimentos pelo seu trabalho!

 

Depois foi a vez do Cuca, que vinha tendo um desempenho razoável de 54,5% no São Paulo e que, depois da derrota em casa para o Goiás por 1 x 0, a primeira na condição de mandante, pediu as contas.

 

O que se depreende é que o Cuca, provavelmente, deveria estar enfrentando alguns problemas internos, que concorreram para que se demitisse, pois ninguém abdica de um bom salário, de repente, sem um motivo que o justifique.

 

E agora nos reportaremos a  dois precedentes perigosos para as relações entre jogadores e treinadores no futebol brasileiro.  O primeiro envolve o  Ganso que, ao que consta tem um histórico negativo a esse respeito, tanto no Brasil como no Exterior.

 

No Santos iria ser substituído pelo Dorival Júnior, recusou-se, porém, a sair e nesse ato de rebeldia de um subordinado, que é pago para cumprir ordens, quem se deu mal foi o Dorival, que perdeu o cargo.

 

No Fluminense aceitou a substituição, mas xingou publicamente o treinador, a quem chamou de “burro” e, como consequência a cabeça do treinador rolou. Será que chegamos a um período de “ditadura das estrelas”? Já pensaram se o Ganso fosse um Messi? Não me admiraria, pois no Brasil os valores estão invertidos.

 

Houve troca de xingamentos à beira do campo e a consequência é que o Ganso, consoante declarações da diretoria fluminense sofrerá uma multa, dessas para inglês ver, enquanto o Osvaldo de Oliveira,     que não tinha um bom rendimento, teve que pegar o boné. Será que essa queda não vinha sendo sedimentada?

 

No Cruzeiro o Rogério Ceni ao tentar fazer mudanças sofreu restrições e resistências por parte de alguns jogadores, os componentes da famosa “panelinha”, que diziam existir no futebol, mas que ainda não havia aflorado assim de forma tão explicita e, como resultado perdeu o cargo.

 

Nem falo o nome desses jogadores, porque não vou perder tempo divulgando psudoprofissionais, desprovidos de ética e quiçá de caráter. Lembro na Bíblia o momento da Transfiguração” em que os apóstolos no momento sublime de êxtase, queriam armar tendas e ficar ali para sempre.

 

No Cruzeiro deve ser assim, quase todos ganhando muito bem,;  querendo ser o dono do território  e acomodados,  exemplo dos medalhões que,  juntos recebem cerca de quatro milhões mensalmente, então como aceitar mudanças nesse “clube do Bolinha”? Falamos apenas do Ceni, mas o Mano também foi vítima.

 

Aqui veio o Zé Ricardo, uma excelente figura humana, mas que não conseguiu encontrar o ponto do doce, tanto é que em 7 jogos, ou em 21 pontos disputados,  somou apenas 5,   apresentando uma produtividade de 21,80%. A do Ceni no Cruzeiro, por exemplo, a despeito de todos esses problemas, foi de 38,09%.  

 

O Zé nos deixou e imediatamente o Rogério voltou, fazendo a alegria de cerca de 98% da Nação Tricolor.  Dizia José Américo de Almeida, escritor e político paraibano, autor de A Bagaceira e Ministro de Viação e Obras Públicas no Governo Vargas que “nos caminhos da volta ninguém se perde”.

 

Os nossos votos são para que o Ceni, nesta volta, conforme diz o refrão da lindíssima  Guarania da Saudade, composição do pernambucano Luiz Vieira e consagrada na voa de Carlos José “volte como volta a primavera”, e que no brilho dos seus olhos “traga todos os encantos que são meus” e da    Nação Tricolor.

 

Que nesse reencontro o Rogério encontre a   paz de espírito para trabalhar com a gana que lhe é peculiar! Que o Fortaleza reencontre também o caminho das vitorias e ambos possam,  juntos, reescrever novos capítulos de sucesso dessa brilhante história!  Apoio da torcida não lhe faltará!  

 

Por hoje c’est fini.  

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.