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GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA!

                                                                         Imagem - Divulgação

 

 

GIGANTES PELA PRÓPRIA NATUREZA!

 

 

O Fortaleza pela 36ª rodada do Brasileirão venceu o Goiás fora de casa por 2 x 1 e se classificou antecipadamente para as disputas da Copa Sul-Americana de 2020. Na rodada anterior ao vencer o Santos, também por 2 x 1, em casa, havia  assegurado a permanência na Série A, com três rodadas de antecedência.  

 

Duas rodadas magníficas para o Tricolor,  que vai fazendo história, dentro do pioneirismo que lhe é peculiar, de forma que pela primeira vez disputará um torneio oficial internacional, embora a sua participação em competições internacionais não seja inédita, visto que em 1962 foi campeão da Paramaribo Cup, que levava o nome da capital da então Guiana Holandesa, hoje Suriname.

 

A Panamaribo Cup de 1962 foi um torneio-amistoso de futebol disputada na cidade de Paramaribo, no Suriname. Foi disputada entre o Fortaleza, e as equipes locais do Sport Vereniging Transvaal (Campeão Nacional de 1962), Sport Vereniging Robinhood (Campeão Nacional de 1958 e 1959) e Sport Vereniging Leo Victor (Campeão Nacional de 1961).

 

O Fortaleza foi o campeão invicto do torneio constituindo-se no primeiro time cearense a conquistar um título internacional.  O Flamengo avaliando que era fácil, em razão da conquista tricolor, à época, foi fazer um amistoso com o Transvaal  e foi derrotado por 2 x 1.

 

Consoante os jornais de Belém, o nosso rival, seguindo o mesmo caminho do Flamengo e avaliando equivocadamente que o time guianês seria presa fácil, foi jogar um amistoso á época e consoante os jornais paraenses foi goleado por 5 x 1.

 

Essa derrota acachapante e vergonhosa, consoante informações, teria sido devidamente abafada pela nossa imprensa.  O certo é que a excursão foi devidamente noticiada pelos nossos informativos. Verdade ou apenas uma lenda urbana? Pesquisem.

 

Alguém pode dizer, e isso é comum para os   que não têm títulos nacionais ou internacionais, que tanto a Série B quanto esses torneios internacionais não têm o menor valor. Será pura inveja? Ah! Se o Fortaleza tivesse pelos menos uns três títulos da Série B e mais uns dois internacionais para se somar aos 5 vice-campeonatos das Séries A, B e C. Eu os reverenciaria em prosas e em versos!

 

Os que acham que não tem importância pesquisem a história, por exemplo, do  Real Madrid,   e verão que,  orgulhosamente o clube madrilenho exibe as 8 conquistas do Torneio Internacional Amistoso Teresa Herrera, também arrebatados pelos  clubes brasileiros Santos, Vasco, Fluminense e Botafogo.

 

Mudamos o tom da prosa para dizer que logo mais o Tricolor entrará em campo para enfrentar o Fluminense  e,  se vencer,  poderá ficar mais perto de outra conquista que, para nós, que somos humildes e que valorizamos todos os feitos tricolores,  que têm enriquecido o nossos “Panteão” e que são importantíssimas, muito mais do que prata e  ouro.

 

Somos da opinião de  que a classificação para a Sul-Americana, já conseguida ou para a Pré-Libertadores, que estamos buscando,  equivalem praticamente a um título, pois ficarão perenemente registradas no nosso currículo.  Quem pensar o contrário, por favor, deixem de dissimulação e admitam a nossa grandeza!

 

Será que o Fortaleza não é grande? Na minha humilde opinião é simplesmente o maior das nossas plagas, até porque não tem títulos fajutos. Vejamos algumas das conquistas que o engrandecem:

Campeão da  Série B;  

Campeão da Copa Internacional, Paramaribo Cup;

5 vezes vice-campeão nacional: 2 da Série A, 2 da Série B e 1 da Série C.

3º do Brasil em média de público (perde apenas para os gigantes Flamengo e Corinthians).

 

Ora, desde a Série C que o Fortaleza vem sendo um clube de ponta em termos de público, situando sempre entre o oitavo e décimo segundo lugar e esse ranking envolve os 128 clubes das quatro divisões.

 

Se tivermos no nosso estado um clube com torcida maior, só se for de “pé de rádio” e somente poderá se manifestar que tiver conquistas maiores do que as nossas. E não temos títulos fajutos. Sinceramente torcemos para que outros clubes cheguem aonde chegamos e para que continuemos avançando.

 

Para fechar as nossas modestas linhas de hoje quero afirmar que fomos de Série C com muito orgulho e não precisam nem lembrar isso em mosaico, porque é pura perda de tempo. Fomos de Série C e saímos para a Série B como vice-campeões. Imediatamente fomos campeões da B e na Série A galgamos a Sul-Americana.

 

Lanterna da A nunca fomos.  Não temos essa mancha no currículo. Nem precisaria dizermos isso, mas também é preciso que mostremos os nossos feitos, para sermos melhor compreendidos ou para aumentar a inveja dos que não aprenderam ainda a conviver com a nossa magnitude. Somos gigantes pela própria natureza!

 

Por hoje c’est fini.

 

  

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.