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MUDAR O ESCUDO POR QUE E PARA QUE?

 

 

MUDAR O ESCUDO POR QUE E PARA QUE?

 

Não Entendo o porquê dessa campanha para mudança do escudo do Fortaleza. O atual é bonito, tem grande identificação com a maioria absoluta dos torcedores do Tricolor e os demais estão no passado, fazem parte da história. Daqui a pouco alguém vai querer fazer uma campanha para voltar aos modelos das camisas antigas, com listas verticais e assim por diante.  

 

Por outro lado, essa é a minha opinião pessoal, enquanto conselheiro, reunir uma Assembleia Geral para discutir a mudança de um escudo me parece contraproducente. O assunto pode até ser discutido, quando for criada uma comissão para estudar alterações estatutária, quando então a mudança do escudo poderá entrar na pauta. Antes disso acho inviável.

 

Pincei no site oficial a definição e explicações sobre esse importante símbolo tricolor:  

 

“No decorrer dos seus quase cem anos de existência (Retificamos essa parte do texto, pois agora o escudo é centenário), o escudo do Fortaleza Esporte Clube passou por algumas evoluções até chegar ao modelo que hoje é estampado no lado esquerdo do peito dos verdadeiros tricolores. Com o passar dos anos estrelas foram sendo inseridas no símbolo tricolor para representar suas conquistas”.

 

“Hoje, a estrela acima do escudo do Fortaleza representa a maior conquista do futebol cearense, e claro, do Tricolor. o título de Campeão Brasileiro da Série B de 2018. É importante que o torcedor saiba que esse escudo carrega as cores, a esperança e a paixão da maior torcida do nosso estado”.

 

Na minha ótica e pela definição que vislumbramos e evidenciamos,   essa seria uma discussão que não teria fim, isto porque esse pedido não representa unanimemente o desejo da grande Nação Tricolor, que adora o seu escudo mais vitorioso a nível nacional.

 

Com esse escudo no peito dos seus jogadores o Tricolor ganhou dois Vice-Campeonatos Brasileiros da Série A; dois Vices da Série B; um Vice-Campeonato da Série C e um Campeonato Brasileiro da Série B e a nível internacional a Paramaribo Cup, em 1962.

 

Acredito que essas conquistas encerrem definitivamente essa discussão, contudo, vamos falar um pouco dos escudos anteriores, posto que, se houver alteração a pergunta é: Qual dos escudos anteriores vai ser parcialmente utilizado? Dessa forma vamos  analisar um por um.

 

 

O primeiro, o da fundação do clube,  tem as três cores verticalmente iguais e a parte inferior é arredondada. Não tem mais nada a ver com o Fortaleza atual, cujas listas brancas ficam intercaladas entre a vermelha e a azul e são mais finas. Além do design ser horrível está em discrepância com o modelo atual do uniforme tricolor.

 

 

 

O segundo, das décadas de 30 e 40 foge das características do precedente e serve de modelo em termos estéticos para os emblemas posteriores, a exceção do atual.  Os subsequentes seguem o seu design, quanto ao formato. O fundo é totalmente branco e contém as iniciais do clube quando ainda se denominava de Fortaleza Sporting Club - FSC. As letras ficam no centro,  são finas e  intercalam  as cores azul e vermelha: O  F é  azul, o S é  vermelho e o C também é azul.

 

 

 

 

Na década de 40, parece-me que em 1942, por força de um decreto do então Presidente Getúlio Vargas, que proibia palavras estrangeiras na denominação dos clubes, embora algumas agremiações, a exemplo do Ceará,  não tenham obedecido. O Fortaleza sempre cioso em cumprir as normas processou a alteração exigida pelo decreto, abrasileirou o nome para FEC – Fortaleza Esporte Clube.

 

 

Os outros dois, continuam com o formato do anterior contendo, porém,  três cores em sentido horizontal: O Vermelho em cima; o branco numa lista tênue no meio e o azul embaixo. As letras têm o formato do escudo do Fluminense, contudo tanto no escudo da década de 40, como no da década de 50 as letras são ilegíveis. Não vejo o que se pode extrair desses escudos.

 

 

Por fim o penúltimo distintivo que, obviamente  antecedeu o atual, que a história relata ser da  década de 60, mas que teve utilização efêmera, vez que o Fortaleza, quando se sagrou Vice-Campeão da Taça Brasil em 1960 já estampava no peito dos seus jogadores a atual insígnia e disso sou testemunha ocular.

 

Esses escudo mantinha o  formato dos antecessores, mas as listas em sentido vertical, voltaram à similaridade do distintivo da fundação:  Azul à esquerda; no centro o branco, um pouquinho mais estreito e o vermelho à esquerda e da mesma largura do azul. Esse símbolo assemelha-se ao formato do primeiro distintivo e como aquele não é dos mais belos não tendo, pois a pujança do atual.

 

Isto posto, respeito a opinião de quem defende a mudança,  mas não vejo nela qualquer sentido prático, até porque para que continuasee a convergência entre os símbolos tricolores as listas das camisa também teriam que ser alteradas.

 

Concluo, por conseguinte, que temos coisas mais importantes para debater e mais títulos para conquistar com esse escudo vitorioso.   Discordo dessa tentativa de regressão ao passado, que me parece extemporânea e carecendo de uma explicação mais plausível.

 

Por hoje c’est fini.           

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.