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VOCÊ VENDERIA O SEU CLUBE DO CORAÇÃO?

 

 

VOCÊ VENDERIA O SEU CLUBE DO CORAÇÃO?

 

Temos a questão do bilionário russo, que vem sendo muito explorada pela imprensa local e o principal questionamento, tanto dos seus profissionais, como da torcida,  é sobre como se daria essa parceria, haja vista que a possibilidade   mais badalada é a da venda..

 

A palavra venda, no entanto, fica mais difícil de ser inserida no nosso dicionário e de ser  assimilada, por não fazer parte do  vocabulário das torcidas de clubes tradicionais deste lado do Equador e, ademais,   seria um caso inédito de negociação de um clube tradicional, como o Fortaleza,  cuja torcida se insere entre as mais apaixonadas e vibrantes do país e que, dificilmente absorveria esse golpe.

 

Para corroborarmos com o nosso ponto de vista temos que considerar que esta torcida, em 2019 levou o Tricolor a conquistar a segunda posição no ranking de média de público da Série A, perdendo somente par ao Flamengo e superando os quatros principais clubes do futebol mais poderoso do país, o de São Paulo: Corinthians, São Paulo Palmeiras, e Santos.

 

Afora isso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, e Bahia, cujos times, além de tradicionais, são detentores de torcidas fortes, ficaram no chinelo, numa prova inconteste de que se a diretoria tricolor investir num time forte e competitivo terá retorno garantido, tanto nas arquibancadas como no quadro de sócios.

 

Por outro lado, os times que foram vendidos no nosso futebol, não têm a tradição do Fortaleza e nem uma torcida apaixonada, quanto a nossa,  para lhes dar suporte, o que facilita as transações dessa natureza.  No Fortaleza fica mais difícil porque essa decisão, além de ter que ser submetida à torcida, terá que ser aprovada pelos seus representantes, que formam um colégio eleitoral de cerca de 5.000 votantes.

 

Como não existe a tradição, a cultura e o  costume de se  vender clubes grandes e tradicionais no nosso país,  essa possibilidade,  a princípio soa mal e é vista pela maioria da Nação Tricolor com muita aversão e antipatia, até porque somente times pequenos e sem tradição estão à venda.   

 

Alguém já viu uma proposta dessa natureza ser apresentada a nível nacional à Flamengo e Corinthians e no  âmbito internacional à Barcelona,  Real Madrid, Manchester United, Liverpool, Bayern de Munique, e assim por diante?  Ora se uma proposta dessas não é boa para esses clubes, infere-se que também não será boa para o Fortaleza, pelo menos é dessa forma que muitos tricolores raciocinam.

 

Os tricolores com os quais tenho tido contato, pessoalmente ou nas redes sociais, sonham com uma parceria dessas, mas no formato da sociedade firmada por  Palmeiras e Crefisa, a qual dar ao clube todo o suporte financeiro, mas não interfere na sua identidade. Essa parceria seria indiscutivelmente bem recebida.

 

Os exemplos mais recentes de venda de clubes brasileiros estão à vista:  A nível local o  Uniclinic perdeu o nome, as cores e os seus principais símbolos,  mesmo caso do Bragantino que deixou de ser alvinegro para ganhar as cores da empresa Suíça. Nenhum tricolor quer que o seu time seja desfigurado e desrespeitado na sua tradição.

 

É evidente que a diretoria tem que ouvir a proposta, visto que, por enquanto existe somente uma sondagem, que deve ser vista com cautela, posto que, pelas leis brasileiras, ou de qualquer país, qualquer capital estrangeiro que entre como investimento, tem que ser aprovado pelo Ministério competente, no caso do Brasil pelo Ministério da Economia.

 

Também tenho sido indagado a respeito da minha opinião sobre essa sondagem, que ainda não se transformou em proposta e nesse caso confesso que fico numa situação delicada, em face das posições e  que ocupo e do cargo que desempenho.

 

O Advíncula Nobre torcedor, a princípio seria contra, pois lhe doeria muito ver o time pela qual torce há mais de seis décadas perdendo a sua identidade e nas mãos de pessoas que não têm qualquer correlação ou identificação  com o nosso país, com a nossa tradição, os nossos costumes e o nosso amor pelo Brasil. Seria como vendermos um pedaço da Amazônia.   

 

O Advíncula Nobre,  Sócio Proprietário,  teria que tomar conhecimento da proposta, para avaliar os prós e os contras, para só então formar a sua opinião, ou o seu juízo de valores,  contrários ou a favor, vez que  o que mais teria que ser levado em conta seria os benefícios que essa parceria, ou possível venda trariam para o nosso clube e para os seus verdadeiros donos, os seus torcedores.

 

O Advíncula Nobre, presidente do Conselho de Ética tem que se abster de opinar, uma vez que, em sendo formalizada   a proposta e se houver contestação há a possibilidade de que o processo referente seja direcionado ao Conselho, para elaborar um possível parecer pelos seus componentes.  

 

A situação é muito delicada e exige parcimônia, especialmente por parte da Diretoria Executiva do Tricolor que, de repente poderia passar à história como aquela que vendeu um clube tradicional e centenário. Será que vão querer essa pecha?  

 

Por hoje c’est fini.

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.